EDIFÍCIO ANÍBAL
O Edifício Aníbal abriga as sedes de três empresas distribuídas em três pavimentos de planta livre. Térreo e cobertura são os espaços compartilhados por todos os usuários.
A fachada é composta por um conjunto de diferentes camadas que filtram luz e som. A camada exterior consiste em uma estrutura de alumínio perfurado que cobre os andares superiores de trabalho, seguida por paisagismo e, por último, janelas especiais à prova de som.
Os espaços de trabalho ocupam áreas livres de interferências estruturais – as plantas livres foram possibilitadas pelo uso de lajes nervuradas de concreto suportadas por colunas periféricas. Instalações prediais e circulações verticais estão localizadas em torno do perímetro do edifício.
A ocupação total do terreno pelo edifício trouxe o desafio de garantir a iluminação adequada para o seu interior, o que é resolvido através da biblioteca, que funciona como uma clarabóia em grande escala. As divisórias e pisos de vidro tornam a biblioteca uma espécie de prisma de iluminação, que distribui a luz do dia por todos os pavimentos ao mesmo tempo em que filtra a radiação indesejável.
Assista ao vídeo produzido pelo portal Galeria da Arquitetura.
APT MD
No projeto de reforma deste apartamento duplex em São Paulo, a equipe do escritório Bernardes Arquitetura buscou a criação de espaços amplos e integrados. A escada, de caráter escultórico, surge como o elemento de circulação vertical que conecta os pavimentos e tem sua presença revelada através do vão aberto em uma das paredes da sala. O primeiro pavimento possui piso em travertino navona, mesma pedra que reveste a escada.
O setor social é composto pela sala de estar em dois ambientes, sala de jantar e escritório. A sala de estar incorpora as antigas varandas. No limite do guarda corpo, estão dispostas as novas esquadrias e jardineiras com pequenos arbustos. O mobiliário é assinado por grandes nomes do design dinamarquês como Hans Wegner, Finn Juhl, Mogens Lassen e Jørgen Høvelskov. As telas são dos artistas brasileiros Amílcar de Castro e Portinari.
O escritório pode ser revelado através de portas pivotantes que permitem sua integração ao espaço social. A estante de madeira nogueira é desenho do Bernardes Arquitetura e evidencia o pé direito duplo deste ambiente. Já a sala de jantar apresenta mesa para 16 lugares – por Bernardes Arquitetura; cadeiras por Hans Wegner; e luminária da holandesa Quasar.
No segundo andar, além da suíte máster, três outras suítes compõe o setor íntimo. Este pavimento possui piso em réguas de madeira canela preta em tamanhos variados. A suíte máster possui a particularidade de ter vistas para o escritório devido ao pé direito duplo do mesmo. A varanda/jardim foi incorporada à suíte e agora abriga o banco em corian desenhado pelo escritório.
Predomina neste projeto, uma paleta de cores suaves que ressalta o desenho de peças especialmente selecionadas em antiquários de São Paulo e Nova York. Ao eliminar a excessiva compartimentação, o projeto atribui fluidez espacial ao apartamento através da integração de ambientes, tanto fisicamente quanto visualmente.
IMPA – INSTITUTO NACIONAL DE MATEMÁTICA PURA E APLICADA
Proposta para o concurso fechado de arquitetura para expansão do IMPA (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada), no Rio de Janeiro.
EXPO MILÃO
O Pavilhão proposto tem uma volumetria única que ocupa toda a profundidade do terreno. A forma é suportada por uma cortina perimetral de brise-soleils em madeira laminada, que se abre aos acessos, no nível térreo, na frente virada ao Decumanus e também para as ruas laterais. O contorno facetado da cortina de brises evoca a divisão dos campos agrícolas e cria, para o observador, uma superfície vibrante e natural.
O Pavilhão proporciona abrigo e encadeia os espaços de forma a oferecer uma experiência sedutora e agradável, garantindo o conforto do público, independentemente do número de visitantes. Penetrável por fluxos de pessoas e de ar é como uma grande varanda onde se vivencia uma brisa leve e agradável. Por ser permeado pelo vento, recheado de luz, construído de forma racional e de baixo impacto ambiental, dinâmico em seu movimento, demos ao edifício o nome de Pavilhão-Brisa.
O Pavilhão-Brisa é estruturado em torno de uma experiência histórica do Brasil, que apresenta sua transformação nos últimos 40 anos: de um país com grande fragilidade na sua segurança alimentar para uma potência fundamental no suprimento de alimentos para todo o mundo. Uma história de inovação, ciência, tecnologia e desenvolvimento social.
CASA TERRA
A Casa Terra surge da intercalação de muros paralelos feitos de concreto pigmentado perpendiculares à galeria de circulação central. A articulação entre estes componentes gera espaços que, ora delimitam funções residenciais, ora criam pátios que se abrem ao jardim principal. O fechamento entre os planos verticais (paredes) e horizontais (lajes e piso) é feito com grandes panos de vidro que diluem os limites visuais entre a casa e a paisagem. O percurso ao longo da galeria atravessa a sucessão de aberturas e fechamentos criados e oferece contato visual constante com o exterior.