EVENTO DE DOAÇÃO DO ACERVO SÉRGIO BERNARDES PARA O NPD-UFRJ

20.05.2026

O evento de doação do acervo Sergio Bernardes foi celebrado no último dia 20/05 com uma exposição comemorativa apresentando as múltiplas facetas do Arquiteto e Urbanista. O acervo foi doado ao Núcleo de Pesquisa e Documentação NPD FAU UFRJ pela família Bernardes. E, desde então, junta-se definitivamente aos contemporâneos ilustres: Afonso Eduardo Reidy, Os irmãos Roberto, Jorge Machado Moreira, Carlos Leão, Severiano Mario Porto entre outros que integram esse importante conjunto arquivístico.

Arquiteto e Urbanista, filósofo e humanista, Sergio Bernardes, 1919/2002 nasceu no Rio de Janeiro em 9 de abril no bairro de Botafogo. Desde pequeno, gostava de inventar seus próprios brinquedos e apreciava marcenaria e motores. Em 1934, aos 15 anos, montou em sua casa uma oficina de maquetes e elaborou seu primeiro projeto de arquitetura para amigos de seus pais: a residência Eduardo Baouth, construída na serra fluminense, em Itaipava.

Bernardes concebia e praticava a atividade de arquiteto em campo ampliado: dedicava-se desde o design do menor objeto, da menor peça, até reflexões em escala planetária. Dedicou-se, ao longo de uma profícua e extensa trajetória de vida profissional, a estudos e projetos arquitetônicos e urbanísticos marcados pela multidisciplinaridade. Teve sua arquitetura reconhecida através de várias premiações, dentre elas: Prêmio Jovem Arquiteto Brasileiro na 2ª Bienal de São Paulo – com o projeto da Residência de Lota Macedo Soares (RJ); Prêmio de arquitetura com o projeto da Igreja de São Domingos da Ordem dos Dominicanos de São Paulo; Prêmio da Trienal de Veneza – com o projeto da Residência de Hélio Cabal (RJ); Prêmio Étoile d’Or e Condecoração Chevalier La Couronne Belge – pelo Pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Bruxelas (BEL), como também participou de grandes concursos nacionais e internacionais de arquitetura, como o Concurso Nacional para o Senado Federal (RJ) – classificado em 1º lugar, Concurso para a Sede de Campo do Jockey Clube de São Paulo (SP) – classificado em 1º lugar e Concurso Internacional para o Parc La Villette (Paris-FRA).

Presentes a cerimônia, na foto, Diretor da FAU e Professor, Arquiteto Alexandre Pessoa; Vice Diretor da FAU e Professor, Arquiteto Carlos Eduardo Nunes Ferreira; Presidente do CAU RJ, Arquiteto Sydnei Menezes; Presidente do IAB RJ, Arquiteta Marcela Abla; Coordenadora do Projeto Memoria, no escritorio Bernardes Arquitetura, Jornalista Kykah Bernardes; Conselheiro do IAB RJ Arquiteto João Pedro Backheuser; Conselheira do NPD e Professora Arquiteta Maria Cristina Cabral e assinando o documento Arquiteto Thiago Bernardes, Diretor do escritorio Bernardes Arquitetura e o Diretor do NPD, Arquiteto e Professor Andres Passaro.

FOR A CRITICAL CAPITALISM. SÉRGIO BERNARDES, INVENTOR. REVISTA PROLOGUE N. 7 IE Universitário, Espanha

01.05.2026

Artigo do Arquiteto espanhol Juan Cabello para a revista PROLOGUE N. 7 IE Universitário, Espanha.

 

CONVERSACIONES CON ARCHIVOS Proyecto de diálogo, intercambio y reflexión

16.04.2026

A palestra de Andrés Passaro na PUCP, em Lima, nos convida a um mergulho na história da arquitetura brasileira, fugindo da ideia de um arquivo como algo guardado e sem vida. Usando o acervo do NPD da FAU UFRJ, ele mostra como esses documentos são, na verdade, o fio condutor de uma jornada cheia de tensões e sonhos de modernidade. Tudo começa em 1816, quando a Missão Francesa traz Grandjean de Montigny e o neoclassicismo para o Rio de Janeiro, marcando uma ruptura clara com o passado colonial através do projeto da Academia Imperial de Belas Artes.
Com a chegada da República, o Brasil sentiu uma necessidade urgente de parecer moderno e cosmopolita aos olhos do mundo. Esse desejo ganhou forma pelas mãos de Adolfo Morales de los Rios, que ajudou a redesenhar o rosto da capital com a abertura da Avenida Central e o prédio da Escola Nacional de Belas Artes. O ecletismo da época, presente em obras como o jornal El Paiz e o Palácio Arquiepiscopal, era a tradução visual de um país que queria se reinventar. Já em 1922, o Centenário da Independência trouxe uma nova camada a essa busca: a vontade de ser monumental e nacional, algo nítido nos trabalhos de Archimedes Memória e Gastão Bahiana.
O grande salto, no entanto, veio em 1935 com o concurso do Ministério da Educação e Saúde. Ali, uma equipe brilhante com nomes como Lucio Costa, Oscar Niemeyer e Affonso Eduardo Reidy criou o que é considerado o primeiro edifício público moderno do mundo, colocando o Brasil na vanguarda global. Essa energia seguiu firme com planos visionários para a Cidade Universitária e o Aeroporto Santos Dumont, chegando ao experimentalismo radical de Sergio Bernardes nos anos 60. A narrativa termina nos anos 90, quando o pós-modernismo trouxe novas críticas e caminhos plurais, fechando um ciclo fascinante de diálogos que o arquivo do NPD, com tanto cuidado, preserva até hoje.

Organização Michelle Llona
Palestra: A Narrativa de um Brasil Moderno
Palestrante: Andrés Passaro (NPD/FAU UFRJ)
Local: PUCP, Lima – 16 de abril de 2026 

SERGIO BERNARDES. REVISTA MANERA

01.03.2026

Artigo do Prof. Dr. Arquitecto Fernando Moral Andrés para a revista Manera, edição de Março de 2026.

FAU CONTINUIDADE. 200 anos de arquitetura vistos pelo acervo do NPD/FAU

17.09.2025

A FAU celebra, em 2025, dois marcos históricos: os 80 anos de sua criação e os 200 anos do Curso de Arquitetura.
A programação do dia 17 de setembro contará, também, com a abertura da exposição FAU CONTINUIDADE – 200 anos de arquitetura vistos pelo acervo do NPD/FAU, com projetos de ex-alunos e ex-professores que marcaram a trajetória bicentenário da escola.

O acervo Sergio Bernardes será representado com cinco de seus projetos:

Residência Henry Hoyes
Palácio da Abolição;
Instituto Brasileiro do Café;
Hotel de Paquetá;
Condomínio Maria Candida Pareto.

Legado Bernardes. Café no CAU/RJ

27.08.2025

A carreira de Sérgio Bernardes (1919-2002) teve início ainda na adolescência, ao abrir uma oficina de maquetes aos 13 anos e realizar seu primeiro projeto aos 15. Autor de grandes obras como o Pavilhão de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, os Postos de Salvamento, na orla do Rio de Janeiro, o Pavilhão de Bruxelas, na Bélgica, e o Hotel Tambaú, em João Pessoa (PB), Sérgio Bernardes recebeu importantes premiações nacionais e internacionais, como o Prêmio Jovem Arquiteto Brasileiro na 2ª Bienal de São Paulo, com júri composto por Alvar Alto, Walter Gropius e Ernesto Rodger, o 1º prêmio de Habitação da Trienal de Veneza e o Pavilhão da Feira Internacional de Bruxelas. Em reconhecimento ao seu trabalho, recebeu a condecoração de Chevalier de La Couronne Belge.

Em homenagem ao saudoso Sérgio Bernardes, a Universidade Estácio, campus Maracanã, batizou, em 2024, o Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo com seu nome, eternizando seu legado junto às futuras gerações.

O convidado do Café no CAU/RJ, Thiago Bernardes, construiu uma trajetória marcada por projetos contemporâneos que incorporam harmoniosamente a arquitetura a elementos naturais. Entre suas obras de destaque estão o Museu de Arte do Rio (MAR), a Capela Joá e a Casa Asa ambas no Rio de Janeiro, além da Casa Triângulo e Casa Península, localizadas no estado de São Paulo e a Albuquerque Foundation, em Sintra, Portugal. Atualmente, o escritório está desenvolvendo os projetos para a nova sede do Instituto Burle Marx e para ampliação do Instituto Moreira Salles, ambos no Rio de Janeiro.

Mediação: Sydnei Menezes (Presidente do CAU/RJ)