Equipe do Bernardes Arquitetura visita acervo Sérgio Bernardes no NPD/FAU-UFRJ

12.06.2026

Parte da equipe de arquitetos do escritório Bernardes Arquitetura RJ realizou uma visita guiada a exposição e ao Acervo Sergio Bernardes, no Núcleo de Pesquisa e Documentação da FAU/UFRJ. A visita foi conduzida por Kykah Bernardes e pelo pesquisador Tomas Urgal, pesquisador do núcleo, dirigido pelo professor Andres Passaro.

Participaram da visita os arquitetos Daniel de Moraes, Eduardo Romano, Fabiana Melo, Gabrielle Schmidt, Giovana Velotta, Guilherme Rodrigues, Nina Bernardes e Ronaldo Lee.

EVENTO DE DOAÇÃO DO ACERVO SÉRGIO BERNARDES PARA O NPD-UFRJ

20.05.2026

O evento de doação do acervo Sergio Bernardes foi celebrado no último dia 20/05 com uma exposição comemorativa apresentando as múltiplas facetas do Arquiteto e Urbanista. O acervo foi doado ao Núcleo de Pesquisa e Documentação NPD FAU UFRJ pela família Bernardes. E, desde então, junta-se definitivamente aos contemporâneos ilustres: Afonso Eduardo Reidy, Os irmãos Roberto, Jorge Machado Moreira, Carlos Leão, Severiano Mario Porto entre outros que integram esse importante conjunto arquivístico.

Arquiteto e Urbanista, filósofo e humanista, Sergio Bernardes, 1919/2002 nasceu no Rio de Janeiro em 9 de abril no bairro de Botafogo. Desde pequeno, gostava de inventar seus próprios brinquedos e apreciava marcenaria e motores. Em 1934, aos 15 anos, montou em sua casa uma oficina de maquetes e elaborou seu primeiro projeto de arquitetura para amigos de seus pais: a residência Eduardo Baouth, construída na serra fluminense, em Itaipava.

Bernardes concebia e praticava a atividade de arquiteto em campo ampliado: dedicava-se desde o design do menor objeto, da menor peça, até reflexões em escala planetária. Dedicou-se, ao longo de uma profícua e extensa trajetória de vida profissional, a estudos e projetos arquitetônicos e urbanísticos marcados pela multidisciplinaridade. Teve sua arquitetura reconhecida através de várias premiações, dentre elas: Prêmio Jovem Arquiteto Brasileiro na 2ª Bienal de São Paulo – com o projeto da Residência de Lota Macedo Soares (RJ); Prêmio de arquitetura com o projeto da Igreja de São Domingos da Ordem dos Dominicanos de São Paulo; Prêmio da Trienal de Veneza – com o projeto da Residência de Hélio Cabal (RJ); Prêmio Étoile d’Or e Condecoração Chevalier La Couronne Belge – pelo Pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Bruxelas (BEL), como também participou de grandes concursos nacionais e internacionais de arquitetura, como o Concurso Nacional para o Senado Federal (RJ) – classificado em 1º lugar, Concurso para a Sede de Campo do Jockey Clube de São Paulo (SP) – classificado em 1º lugar e Concurso Internacional para o Parc La Villette (Paris-FRA).

Presentes a cerimônia, na foto, Diretor da FAU e Professor, Arquiteto Alexandre Pessoa; Vice Diretor da FAU e Professor, Arquiteto Carlos Eduardo Nunes Ferreira; Presidente do CAU RJ, Arquiteto Sydnei Menezes; Presidente do IAB RJ, Arquiteta Marcela Abla; Coordenadora do Projeto Memoria, no escritorio Bernardes Arquitetura, Jornalista Kykah Bernardes; Conselheiro do IAB RJ Arquiteto João Pedro Backheuser; Conselheira do NPD e Professora Arquiteta Maria Cristina Cabral e assinando o documento Arquiteto Thiago Bernardes, Diretor do escritorio Bernardes Arquitetura e o Diretor do NPD, Arquiteto e Professor Andres Passaro.

FOR A CRITICAL CAPITALISM. SÉRGIO BERNARDES, INVENTOR. REVISTA PROLOGUE N. 7 IE Universitário, Espanha

01.05.2026

Artigo do Arquiteto espanhol Juan Cabello para a revista PROLOGUE N. 7 IE Universitário, Espanha.

 

CONVERSACIONES CON ARCHIVOS Proyecto de diálogo, intercambio y reflexión

16.04.2026

A palestra de Andrés Passaro na PUCP, em Lima, nos convida a um mergulho na história da arquitetura brasileira, fugindo da ideia de um arquivo como algo guardado e sem vida. Usando o acervo do NPD da FAU UFRJ, ele mostra como esses documentos são, na verdade, o fio condutor de uma jornada cheia de tensões e sonhos de modernidade. Tudo começa em 1816, quando a Missão Francesa traz Grandjean de Montigny e o neoclassicismo para o Rio de Janeiro, marcando uma ruptura clara com o passado colonial através do projeto da Academia Imperial de Belas Artes.
Com a chegada da República, o Brasil sentiu uma necessidade urgente de parecer moderno e cosmopolita aos olhos do mundo. Esse desejo ganhou forma pelas mãos de Adolfo Morales de los Rios, que ajudou a redesenhar o rosto da capital com a abertura da Avenida Central e o prédio da Escola Nacional de Belas Artes. O ecletismo da época, presente em obras como o jornal El Paiz e o Palácio Arquiepiscopal, era a tradução visual de um país que queria se reinventar. Já em 1922, o Centenário da Independência trouxe uma nova camada a essa busca: a vontade de ser monumental e nacional, algo nítido nos trabalhos de Archimedes Memória e Gastão Bahiana.
O grande salto, no entanto, veio em 1935 com o concurso do Ministério da Educação e Saúde. Ali, uma equipe brilhante com nomes como Lucio Costa, Oscar Niemeyer e Affonso Eduardo Reidy criou o que é considerado o primeiro edifício público moderno do mundo, colocando o Brasil na vanguarda global. Essa energia seguiu firme com planos visionários para a Cidade Universitária e o Aeroporto Santos Dumont, chegando ao experimentalismo radical de Sergio Bernardes nos anos 60. A narrativa termina nos anos 90, quando o pós-modernismo trouxe novas críticas e caminhos plurais, fechando um ciclo fascinante de diálogos que o arquivo do NPD, com tanto cuidado, preserva até hoje.

Organização Michelle Llona
Palestra: A Narrativa de um Brasil Moderno
Palestrante: Andrés Passaro (NPD/FAU UFRJ)
Local: PUCP, Lima – 16 de abril de 2026 

SERGIO BERNARDES. REVISTA MANERA

01.03.2026

Artigo do Prof. Dr. Arquitecto Fernando Moral Andrés para a revista Manera, edição de Março de 2026.

FAU CONTINUIDADE. 200 anos de arquitetura vistos pelo acervo do NPD/FAU

17.09.2025

A FAU celebra, em 2025, dois marcos históricos: os 80 anos de sua criação e os 200 anos do Curso de Arquitetura.
A programação do dia 17 de setembro contará, também, com a abertura da exposição FAU CONTINUIDADE – 200 anos de arquitetura vistos pelo acervo do NPD/FAU, com projetos de ex-alunos e ex-professores que marcaram a trajetória bicentenário da escola.

O acervo Sergio Bernardes será representado com cinco de seus projetos:

Residência Henry Hoyes
Palácio da Abolição;
Instituto Brasileiro do Café;
Hotel de Paquetá;
Condomínio Maria Candida Pareto.