Casa GAK
Desde a primeira conversa, o cliente desejava uma casa imersa na paisagem e invisível aos olhos de quem caminha pela rua. O primeiro croqui do projeto já revelava uma relação íntima da construção com seu entorno através de uma volumetria projetada como uma continuação da própria topografia. O resultado é uma casa-pátio onde o programa arquitetônico principal está distribuído no pavimento térreo em pequenos pavilhões em torno de um jardim central. Os ambientes de encontro e de lazer são envoltos por painéis móveis de vidro, o que permite que se integrem totalmente ao jardim, proporcionando conexão visual e uma vivência compartilhada. O núcleo dos quartos fica resguardado por uma circulação independente criada por brises em madeira o separa do pátio enquanto as varandas se abrem para paisagem externa.
A estrutura mista de concreto e aço foi escolhida para suportar a extensa cobertura verde. A presença da vegetação resulta na diminuição da temperatura criando um microclima mais agradável em uma região que atinge altas temperaturas. Aliada as demais soluções, a casa tem ventilação cruzada garantida pelos vazios que circundam os ambientes e, uma vez abertos os painéis de correr, espaços internos e externos se integram completamente.
Para os interiores, optou-se pelo uso de madeira nos pisos, forros e mobiliários, e por cores quentes nos tecidos e tapetes a fim de trazer aconchego, organicidade e delicadeza, gerando um contraste elegante com a austeridade do concreto aparente. Sofás, mesas, armários e luminárias foram desenhados especialmente para o projeto e compõem os ambientes junto com designs dos renomados Carlos Mota, Sérgio Rodrigues, Jean Gillon, Joaquim Tenreiro.