Sérgio Bernardes

Um dos principais expoentes da segunda geração modernista brasileira.

Nascido em 1919, carioca de Botafogo e filho do jornalista Wladimir Bernardes, Sergio Bernardes aos treze anos abriu uma oficina de maquetes. Adorava carpintaria, marcenaria e motores de automóveis e realizou seu primeiro projeto aos quinze anos, em Itaipava, Rio de Janeiro: a residência de Eduardo Baouth, amigo de seus pais. Antes de completar o curso de arquitetura, Bernardes teve seu projeto do Country Club de Petrópolis publicado em número especial da revista L’Architecture d’Aujourd’hui, dedicado à nova arquitetura brasileira.

Graduou-se arquiteto em 1948 pela Faculdade do Rio de Janeiro, em meio ao clima de otimismo gerado pelo reconhecimento internacional da arquitetura moderna brasileira, e logo destacou-se junto aos seus principais expoentes: Oscar Niemeyer, Lucio Costa e os irmãos Roberto.

Suas experimentações relacionadas aos materiais e métodos construtivos, criados e/ou desenvolvidos muitas vezes por ele mesmo, são reconhecidamente inovadoras. Ganhou diversos prêmios dentre os quais, em 1953, o Prêmio Jovem Arquiteto Brasileiro na 2ª Bienal de São Paulo com a Residência de Lota Macedo Soares; em 1954, a Trienal de Veneza com a Residência de Helio Cabal; e em 1958, com o Pavilhão da Feira internacional de Bruxelas, venceu em todas as categorias o que o levou a receber a condecoração de Chevallier de La Courone Belge.

Como livre pensador, dedicou-se ao longo de sua trajetória à produção, criação, à crítica, às reflexões e experimentações que transitavam por diferentes campos e tocavam as mais variadas escalas. Em 1974, criou o L.I.C. – Laboratório de Investigações Conceituais, com o objetivo de desenvolver estudos e pesquisas sobre os mais variados temas.

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